Outono

Você me pergunta como estou. Eu respondo que está tudo bem mas o que eu quero mesmo é gritar e dizer que não está nada bem que eu te amo e você sabe e que tudo poderia ser melhor se você me abraçasse e fim. E sim, sou dramático assim mesmo porque eu estou desesperado e o desespero faz isso com a gente, deixa esse turbilhão de pensamentos dentro da cabeça querendo explodir. Então minto, dizendo que te amo como quem não quer nada mas eu quero tudo, quero dizer que te amo e que você entenda todo o significado que existe nas minhas palavras. Mesmo que isso seja sonho ou devaneio. Já fiz mil declarações em pensamento. Em todas elas você sorri. Não imaginei seu beijo. Preciso do seu beijo. Preciso que você me ame. Preciso de um sonho bom em que nós somos perfeitos e existe um final feliz. Mesmo com a incerteza do final feliz, eu me esbarro quando lembro que não tenho o direito de querer mudar a sua vida, fazer você desistir dos seus planos se o final não for feliz. Eu não sou o que você desenhou, não sou o que sua vida espera. Mas mesmo assim eu te amo do modo mais bonito que eu sei. Quero que você faça tudo mais valer apena. O passado que eu esqueci e o futuro incerto que eu não sei. Preciso que você me ame. E que o nosso amor exista durante o tempo da felicidade, durante as tardes ensolaradas de sexta feira, durante a primavera e o outono. E, enquanto o amor adormecer, continuarei mentindo, dizendo que te amo às vezes, esperando o sonho desabrochar.

Pedro Araújo

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