Coração de vidro

Te amo assim, desse jeito mesmo, com toda a intensidade que eu consigo colocar nesse coração ferido e cicatrizado com todas as dores do mundo. E aqui dentro só o que existe é você e tudo em que eu penso tem você. Enlouqueço. E por mais que eu te ame dessa forma, parece ser próprio do amor isso de desatinar. E olha que amar é tão fácil, basta fechar os olhos, bum! já se está amando. E o amor é belo. Tão belo que atrai para si todas as outras coisas. Também as más. E essas más são como quando me entristeço porque espero que você me sorria quando você nem olha, ou quando tudo o que quero é ouvir tua voz e você se cala. Ou quando quero que você me escolha e você vai embora. Desatina. Veja minha expressão. Veja meu coração de vidro pulsando você. Tão frágil. Dá pra enxergar claramente que a única coisa que está aqui é você. Tão claro, tão simples, tão certo. Quero que você me tome em suas mãos, como quem junta com as mãos águas límpidas de um lago, e veja tudo isso que eu sinto. Veja claramente que eu quero você o tempo todo, que eu preciso ouvir tua voz me dizendo Eu te amo! e sentir você me abraçando forte até que a eternidade acabe. E quero que você escolha estar comigo. Sempre. Para sermos felizes, para sermos tristes, para sermos qualquer coisa mas que eu esteja com você. Que seja com você. É difícil entender isso? É claro e transparente como vidro. Veja meu coração, tome-o em suas mãos. Mas, por favor, não o deixe cair.

Pedro Araújo

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