É muito escuro aqui dentro

Solidão. Lembro dos dias de chuva, o céu cinza. Lembro o vento frio que nasce no fim da rua e chega até mim, que chega até meu rosto na janela ou no portão. Memórias da adolescência. Lembro a chuva mais do que outras coisas. Lembro o escuro acolhedor e a serena brisa que corria solta. Abro minhas memória e as vejo correrem livres pelo cinza da tarde, como a água da chuva que desce a rua.  Tão forte a chuva. Plenitude. Quero amor pleno. Será possível? Expectativa. Sonho com flores e rios, acordo, meu dia é cinza. Aperta o peito. Tenho saudades das coisas que vivi e das coisas que imaginei. Tenho vontades de voltar o tempo e ser feliz de novo. Não que eu tenho sido plenamente feliz no passado, mas às vezes acho que era mais feliz do que sou agora. Memórias. Tenho todos os sentimentos do mundo presos dentro de mim. Tenho esse coração que não cabe em si de tanta coisa, tanta dor, tanta perda, tanto medo. É muito escuro aqui dentro. Estranho isso de precisar de amor dos outros pra ser feliz. Preciso de uma cura, preciso que você me ama de todas as formas que você sabe, e até das formas que você não sabe. Invente, se não souber. Mas me ame. Preciso saber que você pensa em mim e quer estar comigo o tempo inteiro.  Só preciso que você me ame, e que quando nós estivermos juntos nos separemos do resto do mundo e sejamos apenas eu e você. Como duas almas que passaram a vida inteira procurando e, agora, depois de tantas marcas e tristezas, se encontraram e podem finalmente ser felizes juntas. Não há muito o que ver no meu coração. Há dias cinzas, chuva, e uma saudade apertada. Há uma vontade de plenitude. Há um sentimento que eu chamo de amor e quando penso nisso seu rosto me vem, não por vontade minha, mas é impossível pensar em amor sem lembrar você. Vejo seu retrato no meu quarto. Meu coração dói demais e não sei explicar onde exatamente é a dor. Olho pela janela e sinto a eternidade. Esse desejo de que tudo volte a ser como foi no primeiro olhar, essa vontade de sentir o seu amor doce, do jeito que está preservado na minha memória. Não me deixe jamais, por favor!  Não posso viver dias cinzas de novo, não posso ficar sem seu amor. Preciso segurar sua mão embaixo da chuva ao fim da tarde, te ver sorrir e te beijar depois de um longo olhar. O céu estará cinza mais uma vez. Ou talvez o sol brilhe. Não importa. Em tudo o que eu vivo e lembro existe você: uma foto, uma música, um filme de amor. O sorriso que me faz lembrar o seu. Um olhar profundo que me lembra o seu olhar. Seu olhar. Descobri que o infinito existe nos seus olhos. E descobri que minha vida fica vazia sem você. Desculpe-me, meu coração ferido preciso do seu amor para curá-lo. Quero seu amor em plenitude, da forma mais bela, da forma mais simples, da forma mais pura. Por favor, me ame, e me salve da minha escuridão.

Pedro Araújo

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