Distribuindo sonhos

Avistei, da janela, 
no meio da praça,
na angústia da cidade
fria, cinza,
Uma menina descalça,
de branco vestida.
Nos ombros pequenas alças
de seda fina.
Os olhos à procura
de algo invisível,
de algo terrível:
sonhos despedaçados, vazios.
Delicadamente segurava
uma cesta de flores.
E estendia a mão
a qualquer que passava.
E, assim, entregava
uma flor qualquer
que da sua cesta tirava.
E rapidamente
Acabaram as flores,
E ela se foi
embora, cantando
Alguma coisa feliz.
Era uma linda menina
vestida de branco.
Avistei-a com sua cesta,
No meio da praça,
distribuindo sonhos
disfarçados de flores.

Pedro Araújo

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